infinito recomeço



principia um infinito recomeço.

sinto as entranhas reclamando a saudade,

uma falta qualquer.

mas uma falta que não implique em abandono,
mentira ou sustos.

apenas uma simples e pequena saudade que chega de algo
que por um tempo se fez preenchido.

a saudade de uma presença
que possa arder no chamado AMOR.
GRANDE, robusto, invasivo...
abrangente.

então, eis que um ser lascivo invade a madrugada...

sem desatinos,
apenas simples e certeiro.

sem chances de deixar qualquer marca,
qualquer marca que inspire o poema...

mas lascivo como a lua cheia,
como o sol poente
como um beijo penetrante,
ou um ponto qualquer no infinito que,
por um instante,
respire pelo mesmo e infinito recomeço.








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