
principia um infinito recomeço.
sinto as entranhas reclamando a saudade,
uma falta qualquer.
mas uma falta que não implique em abandono,
mentira ou sustos.
apenas uma simples e pequena saudade que chega de algo
que por um tempo se fez preenchido.
a saudade de uma presença
que possa arder no chamado AMOR.
GRANDE, robusto, invasivo...
abrangente.
então, eis que um ser lascivo invade a madrugada...
sem desatinos,
apenas simples e certeiro.
sem chances de deixar qualquer marca,
qualquer marca que inspire o poema...
mas lascivo como a lua cheia,
como o sol poente
como um beijo penetrante,
ou um ponto qualquer no infinito que,
por um instante,
respire pelo mesmo e infinito recomeço.
0 comentários:
Postar um comentário