sábado, 25 de outubro de 2008

GOTAS DE ORVALHO


Orvalho... que desce do céu feito poesia em minh'alma

Alma... que sobe da terra feito vapor à procura de nuvens 

Nuvens... desenhos de alma construídos gota a gota

Gotas... de beijo, de suor, de lágrima

Lágrima... poesia líquida que escorre pela face em forma de amor

Amor... saudade que nasce no meio do peito daquele que espera por um encontro maior

Maior... o inteiro que está a caminho

Caminho...  molhado pelas gotas de orvalho de uma aurora sem fim

FIM 

MENINO


Ei, menino! 

Onde você pensa que vai?

Será que você vai onde pensa?

Quanto tempo ainda leva pra crescer?

Será que cresce no tempo todo que leva?

Menino?

Que esconde os cabelos grisalhos...
Que  se encanta com sorrisos traiçoeiros...
Que sempre me olha com olhos de dúvida...
Ainda que sejam olhos com sede de amor...

Mas sei que és o MEU menino!

E o que faço além de esperar?
Sem angústias, o tempo passar...

Pra que cresça em você a certeza?

A certeza de que o meu amor matará, de vez, essa sede
que mora nesses olhos de menino que carregam sua alma.

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

LUZ E SOMBRA

o completo de si


O PASSADO me trazia a dúvida...

os olhos voltados aos sonhos...

a alma descoberta, sem dono...

e eu sem me pertencer...

O PRESENTE me traz a certeza!

os olhos voltados à vida!

a alma cheia de si!

que agora pertenço ao mundo

e dessa vez por 

INTEIRO

um inteiro repleto de MIM!

Essa Dama Chamada Paixão


Quando ela passa...

Os que ainda desfrutam do que chamam liberdade, levantam suas taças:

- EVOÉ!!

Os apaixonados que se desorientam no desassossego de suas almas, gritam:

- EVOÉ!

E a  Dama, que chega sem avisos prévios, para nos amarrotar a face, seja ao riso, seja ao pronto, replica:

EVOÉ!

É nos amores líquidos dos perpétuos buscadores que se reconhece seus efeitos:

O rosto aquece
A alma  engrandece
O sangue enfraquece

e, então, pedimos: BIS!!!

Pois então oremos:

Que venha a Dama de boca suave beijar-me a fronte, abrir-me o peito e a garganta

E que venha hoje!

E que seja portadora de danças primitivas, que me desembacem a vista e me desatem as dúvidas 

E que venha HOJE!

Seja ela uma Dama bondosa e que assim permaneça nutrindo me a esperança de um gesto apenas...

E que seja o justo!

VENHA HOJE!

E que em seus braços eu me perca, procurando encontrar o amor

E que seja o amor um paradeiro desses meus versos frouxos e descabidos 

E na virada de mesa:

Que seja POUCA a dor de sua ausência... 

quando o tempo do finito te carregar de mim

Ai!

OU:

Que seja essa dor então imensa, absoluta e tirana!

E que nela escoe as águas paradas de minha tristeza

Rolando abaixo como só pode ser...

mas abrindo os caminhos para uma nova visita

dessa Dama incansável,

chamada PAIXÃO


sábado, 30 de agosto de 2008

abre e fecha

esse coração desavisado queria abrir-se
a procura do novo
do inusitado...
então os olhos negros que me vigiavam a dança
se aproximaram curiosos
e me arrastaram dali para um outro canto 
onde os lábios pudessem pela primeira vez se tocar...
mas e depois?
como vieram eles  se foram
os olhos negros deste alguém
e se afastaram assim, indiferentes, sem razão que eu reconheça..
e  se fecha de novo o coração desavisado
avesso a esses desencontros  repousados em  um mundo sem raiz..

terça-feira, 12 de agosto de 2008

DISTANTE

Distante de tudo está o poeta...

Alojado no pedaço pequeno de si

que busca entender o quão longe vai a alma, 

o quão perto de tudo podemos chegar

E o que nos tem a dizer a espera?

O tempo de contato...

o compasso...

isolada, parida, imersa no caos

do processo da vida

que entra pelo ar...
respiração!

AR! AR! AR!

INTENÇÃO E PRESENÇA


o hoje, o agora, o estar aqui

que rompe a distância de ser e existir

sexta-feira, 28 de março de 2008

Despertar

ainda desperta na alma poeta de rima pobre...
pra chegar aonde?
destino: águas profundas e misteriosas...
do todo... do nada...
que cabe dentro de mim...
podes ouvir?
o coração?
quem consegue afinal?
saber?
ouvir?
estar pronto é tudo!
então, se não for agora quando?
e se não for você...
quem será?

Nos meus ouvidos

Nos meus ouvidos,  o sopro de sua alma penetra em forma de canto A força de sua chama viva,  me aquece e convida a abrir o peito,  a re...