sexta-feira, 24 de abril de 2009

Por onde mais?


caminho certeiro e determinado
suado
caminho corrido
caminho andado
molhado
caminho presente
 corrido o passado
achado
pedaço de pedra 
de pau
de folha e flor
pedaço perdido
no meu caminho
no nosso
por onde mais?

Pulsante

tum
tum tum
tum tum tum
tum tum tum tum
tum tum tum tum tum
tum tum tum tum
tum tum tum
tum tum
tum

; ) silly!

sábado, 18 de abril de 2009

spice me up

sniff me...

like a little puppy

taste me...

cause I'm just like a fresh juicy fruit

hold me down...

so I won't have anywhere else to go

but just your arms...

spice me up!

so the fresh morning air will fill up my soul

and our love will be spread around the world

like  the rain over the atlantic ocean



sexta-feira, 17 de abril de 2009

Cafeína não!



Sinto que o exército do lado esquerdo de meu cérebro, os meus 

“maus garotos”, claro, estão prestes a tomar posse do campo 

adversário. Prestes, eu disse… 


 Quando acordei nessa manhã, tive a sensação de que o tempo 

desacelerava... de que ele havia de fato recuado... Ou seria eu?  


 Olhei no relógio e nada mais fazia sentido. Seis e meia da 

madrugada?! Meu sono já tinha se esgotado apesar de eu não ter 

pregado o olho antes das três. Tenho todos os motivos do mundo 

para ficar angustiada... 


 Será assim que se instala a insanidade? É assim que tudo começa? 

Preciso levantar da cama agora, talvez seja melhor...  Algumas 

pessoas dizem que se o ser humano não dorme por alguns dias seguidos 

fica louco. Penso que já nascemos assim: loucos! Quando escutei essa

 teoria pela primeira vez, achei graça, agora ela me assombra. 


Levanto, quase nada me impede... Parece que minha lombar 

ganhou vida própria nos últimos tempos e só sabe arruinar o resto 

do corpo... Uma tortura constante! Mas um dia desses ainda vou 

dar o troco. Renovei a academia e começo minhas aulas de 

alongamento esta semana, ouviu?  


 Enquanto coloco água na chaleira para preparar minha dose de 

cafeína matinal, percebo uma ligeira excitação no exército 

inimigo. “Está  bem, está bem, vou fazer um chá de ervas, verdes, 

orgânicas, repletas de vitamina C, certo?” Assim aceito os “bons 

garotos” em campo, assumindo a liderança... 


 Uma das coisas mais acertadas que fiz nos últimos tempos foi 

assumir a presença  de duas forças contrárias dentro dessa minha 

linda cabecinha. Tudo parece mais simples desde então, simplista,  

dualista, sim, claro!  


 Não acredite que o fato de aceitar os dois exércitos  e 

carinhosamente chamá-los de meus, tenha sido um processo indolor 

e rápido... Não, isso não! Existe  aí, pelo menos vinte anos de 

árduo trabalho intelecto-emocional, isso eu admito! 

 Tudo começou, tenho certeza, quando coloquei fogo, 

deliberadamente, num formigueiro na soleira da casa  de minha 

avó. Nada de mais?  


 Aconteceu aos dez anos de idade, foi o primeiro episódio que 

marcou minha existência ele abriu, digamos assim, as portas da 

minha consciência do “Bem e Mal”. 


 Os formigueiros sempre me fascinaram. Ficava encantada com a 

organização de classes daqueles minúsculos seres. Passava parte 

de minhas férias, analisando cuidadosamente o “material” 

transportado por aqueles incansáveis soldados e nada me deixava 

mais excitada do que a visão de um combatente em ação, carregando 

um grão de arroz cozido ou mesmo uma folhinha verde, picotada com 

maestria. 


 A soleira daquela porta foi testemunha  viva  do primeiro 

embate. Depois de alguns dias de intensa  observação, comecei a 

sentir os primeiro sinas de crueldade despontando em minha 

cabeça. Fui tomada por um desejo insistente,  a idéia de colocar 

fogo na porta de entrada do formigueiro, dominou-me por completo. 

 

A visão da fumaça tomando conta das ante-câmaras, o corre- 

corre para salvar a vida da rainha, o desintegrar das larvas. 

Tudo aquilo me enebriava! Deitada ao pé da porta, com os olhos 

fechados, já podia escutar os gritos de guerra dentro de minha 

cabeça, a movimentação das tropas, o estratagema!  


 Chegaram mesmo a me convencer que seria por certo um tremendo 

alívio para as pobres criaturas! Destinadas  a passar sua curta 

existência  num ir e vir incessante  e servil, eu poderia 

acelerar seu retorno ao Edén, já devidamente purificadas pela 

chama libertadora. 


Num daqueles dias, durante minha inspeção de rotina na 

soleira, senti que era chegada a hora, o poder de persuasão de 

meu exército maléfico superava e muito, os pedidos sussurados  de 

clemência. Naquela tarde chuvosa, assinei a solução final. 


 Após percorrer parte do trajeto diário daquelas miseráveis 

criaturas, desde a horta até a soleira, escolhi as armas. Peguei 

uma garrafa de álcool na dispensa e uma caixa de fósforos 

gigantes, daqueles que não queimam os dedos.  


 Sentei-me, calmamente, ao pé da porta e derramei,

o líquido em toda a volta  do formigueiro. Cheguei a pensar que 

talvez uma seringa fosse necessária para atingir as profundezas 

daquele inferno social, mas para que perder mais tempo?  


 Encharquei o local e levantei para apreciar a vista. Algumas 

miseráveis já cambaleavam, fora de seu programado rumo. Risquei o 

palito e atirei. Uma ligeira explosão acendeu o clarão. O fogo 

então espalhou-se lindamente, tomando vida. 


 Passou-se tudo num piscar de olhos, mas para mim e meus dois 

exércitos aquela batalha foi longa demais. Antes mesmo da 

extinção completa do fogo, comecei a estranhar a falta de 

movimentação na entrada do formigueiro... O vai-e-vem foi sendo 

tomado por uma mórbida paralisia, um incontável número de 

cadáveres retorcidos jaziam na terra, alguns totalmente 

carbonizados! 


 Abandonei o campo de batalha, perturbada pelos gritos de dor, 

corri para abrigar-me na generosa mangueira do pomar. Sentei e 

chorei. 


 Chorei pela saudade que já sentia, pela morte da rainha e 

porque percebi que existia  dentro de mim uma  legião de 

soldados, tão incansáveis quanto minhas adoráveis formigas, 

soldados em mim. 


Mas por quê fui me lembrar disso agora? Ah, sim, a dose de 

cafeína matinal! O primeiro dilema do dia, tomar ou não tomar 

café preto e forte com o estômago vazio? 


 Acho melhor não ler o jornal de hoje. Recomendações médicas. 

 

quinta-feira, 16 de abril de 2009

ELE

Ah, insensatez... Quem melhor do que Vinícius para falar de ti?

Quem sabe melhor o que é preciso para se viver um grande amor?

Vinícius! Salve mestre!

Quem tem coragem de morrer de amor? 

Quem  sabe que a paixão traz sempre muita dor?

VINÍCIUS!

quarta-feira, 15 de abril de 2009

second life

second chance
seconds of chance

second hope
seconds of hope

second love
seconds of love

my only love

second me
seconds of me

second you
seconds of you

seconds to do 

just 

ME and YOU

bon jour


jour
belle jour
jour plus belle
mon belle jour
plus belle jour
belle jour
jour d'amour!

DREAM OF LOVE


my love
my dream of love
my loving dream

could you come
and hold my hand?
could I whisper in you ears?
just once
once more?

if you come 
I'll make you laugh,
if you come
I'll make you mine.

why not try to be as one?
just one
once more?

why is that so hard to be
and this distance 
can't set me free?

why is that so hard to be
and when time goes 
I'm half of me...

will you come to make me 
yours?

will you see my eyes in yours?

or I'll just have to spend my time
looking away from your eyes?

AZUL



Ele se foi... 
escorreu pelos cantos, 
cabisbaixo, 
quase mudo.

Restaram apenas os sons de gritos,
presos na garganta...
E o AZUL
refletido,
aprisionado, 
no fundo dos meus olhos...

E na mistura rarefeita dos meus sonhos, 
de posse de parca lucidez,
ele retorna sempre aflito,
passageiro,
impossível...

Ele se foi,
apressado,
líquido,
calado,
solto como nuvem,
atirada ao vento pelo céu.

sábado, 11 de abril de 2009

Lição de Matemática

No mundo dos homens um mais um é (e sempre foi) igual a dois.
Simples assim...

No mundo dos amores dos homens nem sempre...

Podemos encontrar:
1+1=1 

Como?

Eu explico:

Eu te amo e você me ama, somos um amor!

Meu corpo mais o seu corpo, um só corpo!

Minha alma colada na sua, uma só alma!

Mas dos amores humanos tudo pode se esperar...

Podemos ter 1 + 1 = 3 
ou 4... ou  6!

Seis??

SIM:
eu, você, o que você pensa que eu sou, o que eu penso que você é, o que eu finjo ser pra você e o que você finge ser pra mim!



segunda-feira, 6 de abril de 2009

Nos meus ouvidos

Nos meus ouvidos,  o sopro de sua alma penetra em forma de canto A força de sua chama viva,  me aquece e convida a abrir o peito,  a re...