Quando ela passa...
Os que ainda desfrutam do que chamam liberdade, levantam suas taças:
- EVOÉ!!
Os apaixonados que se desorientam no desassossego de suas almas, gritam:
- EVOÉ!
E a Dama, que chega sem avisos prévios, para nos amarrotar a face, seja ao riso, seja ao pronto, replica:
EVOÉ!
É nos amores líquidos dos perpétuos buscadores que se reconhece seus efeitos:
O rosto aquece
A alma engrandece
O sangue enfraquece
e, então, pedimos: BIS!!!
Pois então oremos:
Que venha a Dama de boca suave beijar-me a fronte, abrir-me o peito e a garganta
E que venha hoje!
E que seja portadora de danças primitivas, que me desembacem a vista e me desatem as dúvidas
E que venha HOJE!
Seja ela uma Dama bondosa e que assim permaneça nutrindo me a esperança de um gesto apenas...
E que seja o justo!
VENHA HOJE!
E que em seus braços eu me perca, procurando encontrar o amor
E que seja o amor um paradeiro desses meus versos frouxos e descabidos
E na virada de mesa:
Que seja POUCA a dor de sua ausência...
quando o tempo do finito te carregar de mim
Ai!
OU:
Que seja essa dor então imensa, absoluta e tirana!
E que nela escoe as águas paradas de minha tristeza
Rolando abaixo como só pode ser...
mas abrindo os caminhos para uma nova visita
dessa Dama incansável,
chamada PAIXÃO