quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

um gozo

correndo,
de cima a baixo,
feito eletricidade,
arrepiando os ossos,
sem trégua, sem trégua...


segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

as gotas da janela


uma gota de chuva ganha o vidro da janela

sinto um desejo de escorrer pra dentro de ti!

na memória,
a certeza de que,
em sonho,
vieste me visitar, mais uma vez...

era tudo e somente:
uma boca roçando o meu juízo!

acordada, só me resta a janela do meu quarto,
nela me perco,
nela me acho...

e quando chove,
uma gota teimosa se prende ao meu pensamento,
e, depois, muitas delas...

um pouco do céu frenético na gota se encaixa...

fecho os olhos pra sonhar de novo,
pra te sentir por dentro,
nem que seja por um segundo e depois nada mais...




sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

diverso

um verso que tropeça no infinito
diverso, diverso

um passo que escorrega no caminho
avesso, avesso

um beijo que se perde no escuro
abuso, abuso

um doce afago de menino
fugido, fugido

na alma, um sussuro
no coração, um descompasso
na mente, um desatino

diverso, diverso

e o tempo, audacioso, se encarrega de levar...
eu/tu

diverso, verso, di




terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

um tempo depois

o olho que resvala na parede branca,
no vazio do quarto,
sequer se ressente...

os ouvidos que outrora se abriam para o infinito,
agora sossegam

o corpo que suava o medo do abandono,
se abandona suave... macio e sonolento

sim, esse é um tempo depois!

apenas: um tempo depois...

um sorriso ganha a face,
um presságio chega à mente:
vem aí tudo aquilo que chega
(sempre!) e apenas...

um tempo depois!

Nos meus ouvidos

Nos meus ouvidos,  o sopro de sua alma penetra em forma de canto A força de sua chama viva,  me aquece e convida a abrir o peito,  a re...