uma gota de chuva ganha o vidro da janela
sinto um desejo de escorrer pra dentro de ti!
na memória,
a certeza de que,
em sonho,
vieste me visitar, mais uma vez...
era tudo e somente:
uma boca roçando o meu juízo!
acordada, só me resta a janela do meu quarto,
nela me perco,
nela me acho...
e quando chove,
uma gota teimosa se prende ao meu pensamento,
e, depois, muitas delas...
um pouco do céu frenético na gota se encaixa...
fecho os olhos pra sonhar de novo,
pra te sentir por dentro,
nem que seja por um segundo e depois nada mais...