quinta-feira, 18 de março de 2010

quarta-feira, 17 de março de 2010

ENJOY

olha aqui dentro


dentro, um outro verso se cria,
mais solto,
abrupto.

sem máscaras, sem aflições.

dentro, é pulsante, sem freios nem amarras.

não se controla o passo,

não se propõe manso, apenas decola.

invade, penetrante.

dentro é o caminho, é o caminho.


segunda-feira, 15 de março de 2010

um deserto


tempestades se conquistam?

um céu inteiro abrigando constelações...

minhas, suas,
NOSSAS?

esse plural enlouquecedor...

o EU/TU que nunca se realiza

uma busca que permanece encoberta,
uma busca por ENCONTROS...

um EU que busca o TU...

o estar entregue, presente, sem falsos dizeres.

como uma melodia que se manifesta:
ABERTA!

uma perturbadora PRESENÇA,

TEMPESTADE de deserto: um enfrentamento...

palavras que descem na MENTE,
olhos cheios de areia, imagens repletas e seu paradigmas...

FORA! Fora todo tipo de "MANDANÇA"!

Que venha o mais puro e INUSITADO desejo!

como tempestade de deserto, ABSURDA, MAGNíFICA

e INFIEL.







sábado, 13 de março de 2010

um olhar que se perdeu

um olhar que se perde na ansiedade...

por onde eu fui, por onde fostes?

infinito recomeço



principia um infinito recomeço.

sinto as entranhas reclamando a saudade,

uma falta qualquer.

mas uma falta que não implique em abandono,
mentira ou sustos.

apenas uma simples e pequena saudade que chega de algo
que por um tempo se fez preenchido.

a saudade de uma presença
que possa arder no chamado AMOR.
GRANDE, robusto, invasivo...
abrangente.

então, eis que um ser lascivo invade a madrugada...

sem desatinos,
apenas simples e certeiro.

sem chances de deixar qualquer marca,
qualquer marca que inspire o poema...

mas lascivo como a lua cheia,
como o sol poente
como um beijo penetrante,
ou um ponto qualquer no infinito que,
por um instante,
respire pelo mesmo e infinito recomeço.








quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

um gozo

correndo,
de cima a baixo,
feito eletricidade,
arrepiando os ossos,
sem trégua, sem trégua...


segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

as gotas da janela


uma gota de chuva ganha o vidro da janela

sinto um desejo de escorrer pra dentro de ti!

na memória,
a certeza de que,
em sonho,
vieste me visitar, mais uma vez...

era tudo e somente:
uma boca roçando o meu juízo!

acordada, só me resta a janela do meu quarto,
nela me perco,
nela me acho...

e quando chove,
uma gota teimosa se prende ao meu pensamento,
e, depois, muitas delas...

um pouco do céu frenético na gota se encaixa...

fecho os olhos pra sonhar de novo,
pra te sentir por dentro,
nem que seja por um segundo e depois nada mais...




sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

diverso

um verso que tropeça no infinito
diverso, diverso

um passo que escorrega no caminho
avesso, avesso

um beijo que se perde no escuro
abuso, abuso

um doce afago de menino
fugido, fugido

na alma, um sussuro
no coração, um descompasso
na mente, um desatino

diverso, diverso

e o tempo, audacioso, se encarrega de levar...
eu/tu

diverso, verso, di




terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

um tempo depois

o olho que resvala na parede branca,
no vazio do quarto,
sequer se ressente...

os ouvidos que outrora se abriam para o infinito,
agora sossegam

o corpo que suava o medo do abandono,
se abandona suave... macio e sonolento

sim, esse é um tempo depois!

apenas: um tempo depois...

um sorriso ganha a face,
um presságio chega à mente:
vem aí tudo aquilo que chega
(sempre!) e apenas...

um tempo depois!

Nos meus ouvidos

Nos meus ouvidos,  o sopro de sua alma penetra em forma de canto A força de sua chama viva,  me aquece e convida a abrir o peito,  a re...