o olho que resvala na parede branca,
no vazio do quarto,
sequer se ressente...
os ouvidos que outrora se abriam para o infinito,
agora sossegam
o corpo que suava o medo do abandono,
se abandona suave... macio e sonolento
sim, esse é um tempo depois!
apenas: um tempo depois...
um sorriso ganha a face,
um presságio chega à mente:
vem aí tudo aquilo que chega
(sempre!) e apenas...
um tempo depois!
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