quarta-feira, 15 de abril de 2009

AZUL



Ele se foi... 
escorreu pelos cantos, 
cabisbaixo, 
quase mudo.

Restaram apenas os sons de gritos,
presos na garganta...
E o AZUL
refletido,
aprisionado, 
no fundo dos meus olhos...

E na mistura rarefeita dos meus sonhos, 
de posse de parca lucidez,
ele retorna sempre aflito,
passageiro,
impossível...

Ele se foi,
apressado,
líquido,
calado,
solto como nuvem,
atirada ao vento pelo céu.

Nenhum comentário:

Nos meus ouvidos

Nos meus ouvidos,  o sopro de sua alma penetra em forma de canto A força de sua chama viva,  me aquece e convida a abrir o peito,  a re...